mar 10, 2018
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AERG com jantar comemora os 93 anos da Represa Billings

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A Associação dos Empreendedores do Riacho Grande AERG, através de seu presidente Ramos de Oliveira, realizará no próximo dia 27 de março, às 20 horas um jantar comemorativo. O jantar será no Bufet Cannaã, na rua Ana Russo Vestre 32. Consta no cardápio carnes diversas, massas, arroz, salada, água, refrigerante e sobremesas. Não estão inclusos qualquer outra bebida que serão pagas a parte. Crianças até 5 anos não pagam, de 5 a 10 anos 50%. Os convites serão vendidos a R$ 40,00 individuais, com o presidente Ramos de Oliveira pelo telefone 97320-1551.


A Represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da Guarapiranga e, ao sul, com a Serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Grande ou Jurubatuba. A represa foi idealizada na década de 20, exatamente em 27 de março de 1925 pelo engenheiro Billings, um dos empregados da extinta concessionária de energia elétrica Light, daí o nome. Inicialmente, a represa tinha o objetivo de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão. Foi inundada em 1927 e na década de 1940 foram construídas estações elevatórias Pedreira e Traição para aumentar a vazão de água, trazendo problemas ambientais. Em função do elevado crescimento populacional e industrial da Grande São Paulo ter ocorrido sem planejamento, principalmente ao longo das décadas de 1950 a 1970, a represa Billings possui pequenos trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela Sabesp, às águas de São Paulo, São Bernardo, Diadema e Santo André. A pesca amadora é muito praticada, devido às espécies de peixes encontradas, como tilápias, lambaris, carpas húngaras e traíras, entre outras. Uma das maiores mentes da engenharia que já passou pelo Brasil foi a de Asa White Kenney Billings, um norte – americano que mudou a história da cidade de São Paulo. Nascido em Omaha, no dia 8 de fevereiro de 1876, Billings chegou ao Brasil em fevereiro de 1922, como engenheiro da Light, empresa canadense que era a responsável por fornecer energia elétrica à cidade de São Paulo. A intenção do engenheiro, na época, era a de realizar seu trabalho no país e voltar logo para casa. A década de 20 foi de especial importância para a cidade de São Paulo, já que era um momento de expansão rápida das atividades da cidade e, em especial, a industrialização, o que só aumentava a demanda por energia elétrica. Billings, que era um obcecado por sua profissão, não parava de pensar em uma maneira de criar uma grande quantidade de energia elétrica de uma maneira simples e eficiente para a cidade. Foi quando teve uma ideia genial: Porque não usar a queda de mais de 700 metros do planalto paulista para gerar energia elétrica? Contudo, havia um problema bastante grande a ser considerado: graças à formação natural da geografia de São Paulo, os rios que nasciam próximos à Serra do Mar, como o Tietê e o Pinheiros, corriam para o centro do Estado e não para o litoral. Curiosamente, o fato que havia sido uma enorme vantagem aos bandeirantes, que usavam esses rios para desbravar o interior do país, se tornara um problema para a geração de energia elétrica. Coincidências da história. Pensando, novamente, em como resolver o problema, Billings idealizou o seguinte cenário: se os rios não correm para a Serra do Mar, como ele queria, por que não reverter o seu curso natural, através de estações elevatórias, formando um reservatório que permita a geração de energia? Diversos estudos foram feitos na época e mostraram que, reverter o curso de toda a bacia do Tietê não seria possível, mas colocar o plano em prática entre os Rios Pinheiros e Tietê seria viável. Assim, o Rio Pinheiros seria transformado em um grande canal, desde sua foz até a estação de bombeamento, que elevaria as águas em 5 metros, conduzindo-as até a base de uma represa que seria concebida em Santo Amaro, de onde a água seria bombeada até o Reservatório do Rio Grande, onde seria construída a barragem. As águas seriam conduzidas às turbinas através de tubulações que desceriam a Serra. O grande penhasco da Serra do Mar, que sempre havia criado problemas à colonização do planalto, seria, finalmente, utilizado a favor do povo de São Paulo. O plano do engenheiro ainda teria outra tarefa: aumentar a eficiência do canal que levaria as águas para o reservatório, arrumando o curso do Rio Pinheiros, palco de diversas inundações que aterrorizavam a população de São Paulo. No ano de 1927 começaram as obras da Usina Hidrelétrica de Cubatão, a barragem do Rio Grande (que anos mais tarde seria aumentada e chamada de Represa Billings) e o deslocamento da antiguíssima Estrada Rio-São Paulo, que passava pela área que seria submersa. Depois de diversos problemas com atrasos das obras, principalmente durante a Revolução de 32, a retificação do Rio e as estações elevatórias foram concluídas em 1944, acabando, na época, com as inundações que ocorriam em suas margens. Com o sistema funcionando, a Usina de Cubatão acabou sendo um sucesso acima do esperado, já que sua queda de 720 metros e o uso das turbinas Pelton, otimizadas para o uso com pouco volume de água, tornaram o projeto um dos mais eficientes do mundo. Todo esse reconhecimento foi dado em 1936, quando a “Institution of Civil Engineers”, de Londres, convidou o engenheiro a apresentar um relatório sobre o seu trabalho feito no Brasil. O documento Water-Power in Brazil se tornou um clássico sobre o assunto, com leitura recomendada em universidades de engenharia em todo o mundo. Seu nome, inclusive, é uma constante na lista dos maiores engenheiros do séc. XXI. Durante o período em que Billings esteve no Brasil, entre 1922 e 1949, a geração de energia em São Paulo aumentou de 90 mil quilowatts para mais de 500 mil quilowatts. Após a aposentadoria de Billings, outra grande obra foi concebida inspirada em suas ideias: uma segunda usina subterrânea ao lado da Usina de Cubatão. O projeto previa a usina toda escavada na rocha e com os mesmos 720 metros de queda e turbinas Pelton, aumentando a capacidade de geração de energia para 800 quilowatts. No ano de 1946, Billings recebeu do governo brasileiro a condecoração da Ordem do Cruzeiro, graças aos seus serviços prestados à nação. Além da geração de energia, a Represa Billings tornou-se um dos principais mananciais da região metropolitana de São Paulo. Asa White Kenney Billings faleceu em sua residência na cidade de La Jolla, em 3 de novembro de 1949, poucos meses depois de ter se aposentado. início das Obras: O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram no mês de janeiro a ordem de serviço que autoriza, de forma imediata, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a instalar tubulações e bombas para o tratamento e coleta de esgoto de 70 mil famílias dos bairros Imigrantes, Jardim Laura, Las Palmas, Los Angeles, Pinheirinho e Represa, na primeira etapa do Programa Pró-Bllings, com um investimento de R$ 89, 4 milhões. A medida é uma das mais amplas que serão tocadas pela Sabesp, que também vai beneficiar indiretamente demais municípios da região, além de valorizar a represa, córregos e os rios. “Essa obra significa saúde para a população e de outro lado é limpeza da Billings, ou seja, cuidado com o meio ambiente. Há também geração de emprego. Governar é escolher. A despoluição da Billings. Estamos iniciando os serviços para mais de 1 bilhão de litros de esgoto por mês passarão a ser coletados tratados. As duas etapas serão concluídas juntas até 2020 beneficiando São Bernardo e demais municípios”, pontuou Alckmin.

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