abr 14, 2018
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Crônica de uma borboleta

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Era uma tarde e, como sempre, muito calma e tranquila no Sítio. Assentados na varanda, conversávamos descontraidamente. De repente, vi passar uma borboleta, que voava despreocupada e calmamente, mas, curiosa e ávida, à procura de uma planta em que houvesse, no mínimo, uma pequena flor pra pousar e exaurir o seu néctar. Era uma pequena e linda borboleta de um vermelho cor de abóbora, com pinceladas pretas e pequenas manchas brancas. Ela passou tão perto de mim que, em rápida visualização, apreciei muito as lindas manchas coloridas como se tivesse colocado suas melhores vestes para uma festa especial. Surpreendeu-me com o seu voo rasante! Em seguida, num gesto pronto e rápido, peguei meu celular no propósito de fotografá-la assim que pousasse em alguma planta ou flor. Fui ao seu encalce como que numa caça ao tesouro para surpreendê-la e, a mim também, com uma linda foto de lembrança dessa elegante peregrina colorida. Vi-a, cerca de três metros, pousada numa pequena flor amarela do campo. Antes de aproximar-me com a câmera, magicamente, voou beirando o lago onde se encontrou com outra. Se esta era borboleta fêmea ou borboleta macho, não se sabe, mas cumprimentaram-se ou, então, houve um rápido flerte e cada uma seguiu o seu caminho. Fiz mais três tentativas para uma foto especial, mas a borboleta agitou-se um pouco mais e partiu determinada por outra direção. Sim, linda borboleta avermelhada em tom cor de abóbora, malhada de preto e branco que, solitariamente, voava ao cair de uma tarde. Quem sabe se seu voo apressado por outro caminho não fosse em função de não ter hábito noturno como os demais insetos e já buscar proteção em seu habitat antes do escurecer? As borboletas são lindas, coloridas e diversificadas! E saber que aquela pequena e formosa borboleta faz parte de cerca de vinte mil espécies delas que povoam o planeta terra sendo, aproximadamente, três mil só no Brasil como já pesquisaram os estudiosos! As borboletas têm histórias de vencedoras desde a fase do ovo, seguida pelo período em clausura, situação em que permanecem de cabeça pra baixo até ao romper da bolha e/ou pupa onde se encontravam oprimidas e espremidas para se tornarem adultas, lindas princesas, na natural ascensão de uma bela rainha alçando voo ora rápido, ora pausado, mas flexível, exibindo, sempre, suas vestes coloridas com detalhes incomuns nunca vistos mesmo nos mais sofisticados ateliês das modas antiga ou moderna. Voem sempre livres, lindas e altaneiras borboletas, de todas as cores, alimentando-se do néctar das mais variadas flores; são anônimas, coloridas, independentes, exibindo beleza e enriquecendo os olhos de quem muito as aprecia. Borboletas, vocês são esplêndidas expressando, sempre, o lado bom da vida e um pouco da beleza posta na terra, pela mão do Criador, o nosso maravilhoso Deus!

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