jan 16, 2021
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A comunicação também salva vidas

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A atuação dos profissionais da comunicação nesses meses de pandemia foi desafiadora e complexa. Tornar este processo ágil e eficaz em meio às Fake News exigiu capacidade técnica, bem como amplitude maior dos pontos de vista de quantidade e qualidade de geração de conteúdos informativos credíveis ao grande público. Em cenário em que as lideranças políticas nacionais e estaduais divergiram em visões estratégicas no enfrentamento da pandemia, a comunicação local e os canais oficiais del credibilidade ganharam destaque. O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro perante a maior pandemia dos últimos 100 anos tornou o debate de saúde com governadores do País, especialmente do paulista João Doria, palanque eleitoral antecipado das eleições presidenciais de 2022. A análise técnica, sempre com visão na medicina, na ciência e com foco em salvar vidas foi a aposta mais assertiva das gestões em todo o Brasil e no mundo. Fato que ficou provado com os resultados das eleições municipais, oportunidade em que o leitor reconduziu ao poder prefeitos bem avaliados na gestão da pandemia e substituiu aqueles que tiveram avaliação negativa no enfrentamento do vírus. O profissional de comunicação, neste contexto, foi fundamental para que a população fosse informada com alta precisão, o que resultou, sobretudo, em grandes índices de audiência na grande mídia. No caso do segmento público, responsável pelas informações oficiais, a garantia da transparência gerou mais credibilidade. Agentes de comunicação das prefeituras e governos foram e estão sendo decisivos no sucesso ou não – dos números locais e regionais da pandemia. Quanto mais informação, menos casos e mortes. Vivemos momento de reaceleração da covid-19, paralelamente em que as duas primeiras vacinas chegam ao Brasil: a Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto Butantan, e o imunizante da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz. Esforço precisará ser feito para que parte dos brasileiros supere o olhar preconceituoso aos imunizantes. Mais uma vez, a comunicação será essencial. De certa forma, com a ausência de medicamentos para tratamento da covid-19 e o desenvolvimento da vacina durante o período pandêmico, comunicar, certamente, foi a melhor vacina até então. Os bordões do “fique em casa”, “mantenha distanciamento”, “lave as mãos com água e sabão” e tantos outros foram repetidos infinitamente em entrevistas com autoridades e especialistas, bem como protagonizaram temas de campanhas publicitárias. Costumo dizer que os comunicólogos foram e são linha de frente no combate à covid-19. Talvez seja corporativismo de quem é defensor da classe profissional. Mas o fato é que jamais a imprensa foi tão fundamental no mundo contemporâneo, pois comunicar significou salvar vidas e, mais uma vez, será assim com a chegada das vacinas.
* Fernando Scarmelloti é jornalista e gestor em comunicação pública.

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