abr 8, 2020
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Cidades do litoral reforçam barreiras na Páscoa

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Os prefeitos das nove cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, decidiram reforçar a fiscalização para evitar a entrada de turistas no feriado da Páscoa. As prefeituras enviaram nesta terça-feira, 7, um pedido de apoio ao governo do estado para realizar operações especiais de controle no acesso à região e reforço no efetivo da Polícia Militar nas barreiras a partir de quinta-feira, 9. No interior, após a decisão do governador João Doria, de estender a quarentena até o próximo dia 22, prefeituras que tinham antecipado a reabertura do comércio já voltaram atrás.

Na Baixada Santista, os prefeitos decidiram manter o comércio fechado e tornar mais rígidas as regras para operação de mercados, bancos e lotéricas, que terão de limitar o número de clientes, observar o distanciamento e incentivar o uso de máscaras. “Ainda não é o momento de flexibilizar, de voltar às atividades. A cada dia temos visto o aumento do número de casos de coronavírus e também o aumento de óbitos. E a perspectiva, infelizmente, é que nos próximos dias o número só aumente”, disse o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). A região tem 160 casos e nove óbitos confirmados, além de 64 mortes suspeitas.

Em Conchal, no interior, horas depois que o comércio não essencial reabriu as portas, nesta segunda-feira, 6, interrompendo a quarentena, a prefeitura decidiu retomar o isolamento. Um decreto editado na tarde do mesmo dia e publicado nesta terça-feira, 7, obriga o fechamento do comércio em geral, à exceção do segmento considerado essencial. “Vamos continuar fazendo a nossa parte, ficando em casa”, afirmou o prefeito Vando Magnusson (PSDB) em rede social. Assim que a informação foi divulgada pela prefeitura, lojas que estavam abertas baixaram as portas. A cidade tem 10 casos suspeitos e uma morte em investigação.

A prefeitura de Pindamonhangaba, que havia publicado decretos relaxando o isolamento, decidiu endurecer as medidas depois que a cidade confirmou, nesta segunda-feira, o primeiro caso da doença. O prefeito Izael Domingues (PR) usou as redes sociais para anunciar o caso e que lançaria um novo decreto com as novas adequações. “O governo do nosso estado deixou bem claro que os prefeitos têm a obrigação de seguir o decreto estadual. Não vejo problema em mudar. Estamos falando de vidas”, justificou. A cidade investiga três mortes suspeitas.

A prefeitura de São José do Rio Preto decidiu acompanhar o governo estadual e seguir com a quarentena até o dia 22. O novo decreto impõe mais restrições para o funcionamento de serviços não essenciais. A cidade tem 33 casos e duas mortes confirmadas, além de cinco óbitos em investigação. Em Ribeirão Preto, com 110 casos e duas mortes confirmadas, as medidas de quarentena foram esticadas até o dia 22 e a fiscalização foi reforçada. O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) usou as redes sociais para pedir à população só saia de casa em caso de urgência e usando máscaras.

Cidades que ainda não têm registro do novo coronavírus também reforçam as medidas de proteção. Em Mombuca, um carro de som circula pelas ruas orientando sobre o vírus e pedindo aos moradores que permaneçam em casa. A cidadezinha de 3.441 habitantes não registra nem caso suspeito da doença. Em Saltinho, com 7,8 mil moradores, mesmo sem casos do coronavírus, a prefeitura realiza diariamente a desinfecção dos lugares públicos praticamente vazios.

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