jun 10, 2020
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Comércio do ABC aposta em delivery e promoções no Dia dos Namorados

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O Dia dos Namorados é a terceira data mais importan­te do varejo brasileiro, mas a pan­­demia de covid-19 impôs desafios ao comércio para garantir boas vendas. Com restaurantes e a maioria das lojas de por­­tas abai­xadas, de­livery e vendas online serão a saída para a troca de presentes entre os casais, boa parte deles afas­ta­dos pelo isolamento social.

Ainda assim, a expectati­va do setor para a data – que será co­memorada na próxima sexta-feira (12) – não é nada boa. A Fede­ração do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomer­cioSP), por exem­­plo, prevê que­­­da de 33% nas vendas do varejo paulista neste mês, em função não só do fechamento das atividades não essenciais, mas também da baixa intensão de consumo das famílias, devi­do à perda de renda e ao aumento do desemprego.

Se o varejo físico deve re­gistrar o pior desempenho de sua história, o online projeta alta de 18% nas vendas da da­ta, segundo projeção da As­sociação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

“O Dia dos Namorados é uma das datas mais importantes para o e-commerce e contribui muito para o volu­me de vendas apurado duran­te o ano. O comércio eletrô­nico deve estar preparado pa­­­­ra apro­veitar o potencial da da­ta”, afirmou Maurício Salvador, presidente da ABComm.

Assim como ocorreu no Dia das Mães, os shoppings do ABC apostam novamente nos canais digitais (lo­jas virtuais e WhatsApp) para garantir vendas enquanto não re­cebem au­torização para rea­brir. A entrega é feita por meio de delivery ou drive thru, como é chamado o sistema em que o cliente retira o pedido feito previamen­te em um horário agendado.

“Estamos vivendo um momento delicado e, por isso, de­monstrações de amor e afeto são sempre muito bem-vindas. O Dia dos Namorados sempre foi uma data muito importan­te. Por isso continuamos apostando em formas seguras e prá­ticas para que todos possam surpre­ender o parceiro”, afirmou Ariane Oliveira, geren­te de marketing do Mauá Pla­za, um dos shoppings que adotaram siste­mas de delivery e drive thru.

Além disso, os centros de compras apostam em promo­ções para atrair os “pombi­nhos”. Em Santo André, o Grand Pla­za dará R$ 20 de des­conto a ca­da R$ 100 em com­pras no si­te ou nos canais digitais.

Em São Bernardo, o Shopping Metrópole lançou concurso cultural em que os participantes concorrem a jantares românticos de restaurantes do empreendimento. O centro de compras convida os clientes a revelar, por escrito, as manias de seu amor. Os autores das respostas mais criativas serão contemplados com jantares, que serão entregues nas residências no dia 12. O tex­to pode ser enviado até ama­nhã para o e-mail namorados@shoppingmetropole.com.br.

RESTAURANTES

Setor mais afetado pela pandemia, os bares e restaurantes encontraram no sistema de en­tregas uma forma de se reinventar durante a crise. O Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do ABC (Sehal) orientou os mais de 10 mil estabelecimentos do segmento na região a aper­fei­çoar o delivery e investir em car­­dá­pios especiais para a data.

“É hora de ficar atento e cor­rigir falhas que tenham ocor­rido em experiências ante­riores. O prazo de entrega e a qualidade do cardápio são fun­­damentais para agradar ao clien­te, assim como evitar qual­quer tipo de reclamação”, afirmou o presidente em exercí­cio do Sehal, Wilson Bianchi.

A Cervejaria Madalena iniciou a venda por sistema drive thru em sua fábrica de cervejas artesanais em Santo André. Também lançou garrafas plásticas de um litro e cinco litros, especiais para o transporte de cervejas na venda por delivery.

O setor de supermercados também espera atrair parte dos enamorados dispostos a pre­sentear na data. A Coop, por exemplo, lançou campa­nha voltada à data que prevê condições especiais para a compra de produtos como cho­colates, vinhos, queijos, fon­dues, smartphones e flores.

Gasto com presente na data terá queda de 15% na região

Acompanhando a tendência para todas as datas do comércio neste ano, o Dia dos Namorados refletirá no ABC a queda da atividade econômica brasileira em função da pandemia do novo coronavírus: o preço médio que consumidores estão dispostos a pagar por presente é de R$ 152, contra R$ 161 no ano passado, redução real de 7,7% quando descontada a inflação de 2,2% no período de 12 meses. Para metade dos entrevistados, po­rém, o valor gasto será até 50% inferior ao de 2019.

A projeção é de que as com­pras para a data movimentarão R$ 57 mi­­lhões nos sete municípios, com retração de 16% em relação ao projetado no ano passado e o pior resultado da série histórica da pesquisa iniciada em 2012 pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo.

Segundo a Pesquisa de Intenção de Compras-Namorados (PIC), a média de gastos planejados para a data (com mais de um presente) também caiu, para R$ 169, 15% menos do que os R$ 196 de 2019.

Como esperado, namorados (59%) e esposos (31%) serão os principais presenteados. Ves­tuário (27,9%), perfumes e cos­méticos (16,9%) e cestas de ca­fé da manhã (11,6%) estão entre as lembranças mais selecionadas pelos 521 entrevistados.

Em tempos de pandemia, a internet é o canal soberano das compras, apontada pela preferência de 73%. No ano passado, apenas 16% optaram pelas compras eletrônicas. Ou­tros 23% indicaram que farão aquisições em lojistas/comerciantes que entregam por deli­very ou autônomos.

Segundo o coordenador de estudos do Observatório Eco­nômico da Metodista, professor Sandro Maskio, o cenário é resultado da queda no nível de renda dos brasileiros. “Hou­ve aumento na presen­ça de fa­mílias na região com renda de até cinco salários míni­mos (R$ 5.225), que são dois-ter­ços dos entrevistados (69,3%)”, citou.

Categoria do Artigo:
Geral

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