fev 5, 2022
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Dor da Alma

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Desde criança convivemos com as dores do existir e às vezes a vida dói como uma ferida. Sentimos tristeza, melancolia, angústia, medo. Vivemos o luto, seja pela perda de quem amamos ou de quem apenas toleramos. A dor faz parte da vida, assim como a felicidade, o sorriso e a inquietação também.
Mas me pergunto em que tipo de mundo estamos vivendo quando a resposta para qualquer dor é um remédio? E que tipo de pessoas nos tornaremos futuramente?
Vale a pena a reflexão. Cada vez mais estão sendo criadas pessoas deprimidas, porque a dor psíquica é um fenômeno relativamente novo e que vem se agravando nos últimos anos.
E com essa variedade de drogas disponíveis, mais remédios têm sido produzidos.
Se engana quem acha que sou contra o uso responsável de medicamentos. Sou a favor dos remédios, afinal, eles curam ou controlam inúmeras doenças. O que sou contra é o doping legalizado, onde o paciente compra com o aval do médico remédios que mascaram a sua dor, mas que não resolvem os seus problemas.
Os médicos precisam aprender a ouvir seus pacientes e, seus pacientes precisam entender que nem sempre a cura do seu problema está numa medicação. Entendam médicos que o paciente é mais importante que a doença, sejam humanos.
Muitas vezes falar, desabafar, ouvir uma opinião é a cura para muitas das dores. E não tomar medicação como se mastiga uma balinha. Estamos vivendo na época do sedativo social, muitas pessoas sofrendo e sofrendo muito, mas sofrendo em silêncio e sozinhas.
Precisamos encontrar mecanismos de como controlar as nossas dores, porque elas sempre farão parte da nossa vida e entender que não precisamos também estar 100% sempre, não tem problema estar triste hoje, o que não podemos é estarmos tristes todos os dias.
A vida é mais que se entupir de remédios controlados, necessitamos sim entender e criar um jeito de lutar por condições melhores.
E para não me sentir impotente diante de tudo isso, escrevo este texto, na esperança de que alguém me escute…

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