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ago 28, 2020
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Empresa deixa gestão da Cidade da Criança

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Gestora do Parque Cidade da Criança de São Bernardo, a Expoaqua anunciou o fim da parceria com a Prefeitura para manter um dos mais históricos equipamentos públicos do Grande ABC. A alegação é a de que a gestão municipal impediu a reabertura do local, fechado desde março devido à pandemia de Covid-19, inviabilizando a operação financeira.

Comunicado sobre o rompimento do contrato foi feito na noite desta quarta-feira pela Expoaqua (que também gere o Aquário de São Paulo) nas redes sociais. A empresa estava havia dez anos operando o espaço e sua saída repentina deixa incerto o futuro do parque, localizado na Rua Tasman, no Jardim do Mar.

No ano passado, o governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) deu início ao processo de privatização do equipamento. A ideia era conceder à iniciativa privada a gestão da Cidade da Criança por período de 15 anos, prorrogáveis por mais cinco, mediante pagamento de outorgas fixa e variável (com previsão do lucro).

No dia 6 de março, a Closer Soluções Empresariais, com sede em São Caetano, apresentou proposta de R$ 5 milhões de outorga fixa e R$ 28,8 milhões de variável. Mas, duas semanas depois foi confirmado o primeiro óbito por Covid-19 no País, resultando em série de medidas administrativas de paralisação das atividades. Desde então, nenhum passo da concessão do equipamento foi dado.

Ao jornal, Anael Fahel, diretor da Expoaqua, argumentou que a manutenção da suspensão das atividades, sem perspectivas por parte da Prefeitura para reabertura, tornou inviável a operação. “Estamos indo para o sexto mês fechados. E tudo está abrindo. Shoppings, parques, até zoológico. Apresentamos todos os protocolos, com restrição de entrada, atendimento ao público com as condições sanitárias, e não tivemos nenhuma resposta da Prefeitura. Não tivemos saída”, alegou.

São 110 funcionários contratados que trabalham na Cidade da Criança. Parte deles promete protesto hoje sobre o caso. Também hoje, Fahel estimou iniciar a desmobilização de seus brinquedos instalados no local. Alguns são de propriedade da municipalidade, inclusive tombados pelo patrimônio histórico.

“Não tinha mais como pagar pela permissão de uso. Também gastávamos com algo que não era da nossa competência, como limpeza do parque, dos banheiros. O parque é público, mas não iríamos deixá-lo sujo”, discorreu Fahel, sem saber detalhar os custos da operação total. “Ficamos dez anos lá. Espero que quem for assumir faça um bom trabalho.”

A Expoaqua assumiu a gestão do Parque Cidade da Criança, por meio de decreto e contrato a título precário, em 2010, ainda no governo de Luiz Marinho (PT), depois de o equipamento passar cinco anos fechado à espera de reforma.

Em nota, o governo Morando não explicou em qual estágio está o processo de concessão do espaço nem sobre qual o futuro da Cidade da Criança. Argumentou que a reabertura do local, um parque temático, está condicionada à ida para a Fase 4 (verde) do Plano São Paulo, que estipula critérios de retomada econômica – São Bernardo está na Fase 3 (amarela). “Toda esta situação vinha sendo dialogada pela Prefeitura junto ao permissionário.

A Cidade da Criança foi fundada em outubro de 1968. Está situada em terreno de 37,7 mil metros quadrados e é tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural desde 1990.

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