jan 14, 2021
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‘Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios’, afirma Bolsonaro

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse na terça-feira (12) a apoiadores que a Ford manteve uma fábrica na Bahia até agora pela luta do senador Antônio Carlos Magalhães (ACM), morto em 2007. A afirmação foi usada para criticar o governador Rui Costa (PT), adversário político do presidente. Para Bolsonaro, Costa não conseguiu se antecipar ao problema e buscar soluções.

“ACM podia ter todos os defeitos do mundo, mas era uma pessoa amada na Bahia”, disse Bolsonaro. “ACM lutou e a Ford ficou lá. Agora o governador de lá, Rui Costa, que tem senadores com ele, não teve a capacidade de se antecipar ao problema e buscar possíveis soluções”, disse o presidente, ponderando, no entanto, que as soluções poderiam vir na forma de subsídios, o que reprova. “Se bem que a solução que queriam buscar, repito, eram bilhões de reais a título de subsídios”, emendou na sequência.

Depois de mais de 100 anos produzindo no Brasil, a Ford anunciou na segunda-feira o encerramento de sua produção de veículos no país. A decisão afeta as fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), mas a montadora seguirá com sua operação de vendas e assistência técnica no país, focando em produtos importados.

Bolsonaro afirmou também nesta terça que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil. “O que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles, como fizemos nos últimos anos? Dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?”, perguntou o presidente. Ele mesmo respondeu na sequência: “Não. Perdeu para a concorrência, lamento”.

Na segunda, pouco depois da Ford anunciar o fechamento da fábrica dos modelos Ka e EcoSport em Camaçari, o governo da Bahia emitiu nota em que diz já trabalhar em busca de “alternativas” para substituir a montadora – sondando, inclusive, investimentos chineses.

Segundo o texto, o governador entrou em contato com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) para discutir a criação de um grupo de trabalho no qual serão avaliadas as possibilidades.

O governo estadual, segue a nota, também entrou em contato com a embaixada chinesa para sondar possíveis investidores com interesse em assumir o negócio na Bahia.

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