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ago 29, 2020
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Hospital São Caetano-Capítulo Vl

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Agosto 2020. Lamentamos mais um ano da morte do saudoso Hospital São Caetano, fechado em 2010, com cerca de 150 leitos. O zumbi da rua Espírito Santo não espanta mais os jovens, apenas amargura os idosos enquanto a pandemia faz ressuscitar alguns andares com leitos de campanha, prudente e louvável iniciativa da Secretaria da Saúde.
Dez anos depois, e algumas tentativas frustadas de leilões da massa falida, a prefeitura ocupou por arrendamento os dois primeiros andares para alguns serviços e especialidades médicas. Não há ainda decisões firmadas para o destino do hospital (Hospital Escola da USCS?). Surgem algumas perguntas: qual o valor arbitrado hoje para o imóvel? (fala-se em 50 milhões). O que ainda existe da dívida trabalhista, de fornecedores e fiscal? Será convertida em precatórios? As pessoas legitimamente habilitadas para negociar esta dívida (Conselho Di Thiene?), devem tornar públicos os detalhes das negociações deste patrimônio construído através de doações da população no ano subsequente ao da Emancipação do município -1949.
O povo precisa saber por quem, como e por quanto será vendido o imóvel. Como referência, é bom saber que o Hospital Sorocabana, de São Paulo, na Lapa, desativado na mesma ocasião, foi repassado em grande parte, sem ônus, para a prefeitura daquela cidade. Aumentar os leitos do SUS utilizando o Hospital São Caeteno equivaleria equipará-los em número aos privados, em uma cidade onde, até há pouco tempo, predominavam os convê-nios médicos. Milhões de pessoas no Brasil não conseguem mais pagar seu plano de saúde, um pesadelo econômico/ financeiro da classe média que deve se agravar após a pandemia. A acelerada transição demográfica da nossa população – somos mais de 30000 idosos- nos remete à necessidade de leitos de longa permanência para as doenças crônicas e suas sequelas.
Comparados aos leitos de alto custo são de manutenção mais barata, mas não menos úteis para minimizar sofrimentos. É possível, pois, oferecer a esta população vulnerável um atendimento humanizado, eficiente e de qualidade. Por outro viés, o aproveitamento como hospital escola, base para estágios e residências médicas, é um caminho inequívoco para conferir credibilidade à Faculdade de Medicina.
Afinal, após uma década de descaso, desinteresse político ou incompetência administrativa, urge uma solução transparente, acima de interesses pessoais, para a situação do Hospital São Caetano, em respeito à sua história, à sua memória e em benefício de todos os munícipes.
São Caetano do Sul poderá mais na Saúde, caro cidadão, com sua iniciativa de reivindicar o que é factível e por direito lhe pertence.

*José Roberto E. Xavier
(Dr. Xavier)

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