mar 8, 2021
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Nova rodada do auxílio emergencial deve ter impacto de R$ 350 milhões no ABC

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A nova rodada do auxílio emer­gencial pago a traba­lha­­do­res informais, desem­pre­ga­­­­dos, microempreendedo­res in­di­­vi­­­­du­ais (MEIs) e benefi­ci­á­rios do Bolsa Fa­­mí­lia prejudi­cados pe­­la pande­mia de covid-19 de­ve contemplar 351 mil pessoas no ABC, com transferências to­tais de R$ 351 milhões, o equi­valente a 11,7% do valor con­cedido na primeira rodada.

A estimativa feita pelo Diá­­rio Regional considera que a extensão será paga somente a me­­tade dos vulneráveis beneficiados na primeira rodada, conforme declarou recentemente o ministro da Economia, Pau­lo Guedes. Considera ainda a intenção do governo – já expressa pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – de conceder quatro parce­las mensais com valor base de R$ 250 cada.

Na primeira rodada, o au­xílio beneficiou 702 mil pes­soas nos sete municípios, com transfe­rên­cias to­tais de quase R$ 3 bi­­­lhões, segundo dados publi­ca­­dos na semana passa­da pelo Por­tal da Transparência, da Con­tro­la­­­do­ria-Geral da União, e com­­pi­lados pela repor­ta­gem. Um a cada quatro moradores da região recebeu a ajuda federal (veja quadro).

O valor corresponde a 4% do potencial de consumo anual do ABC, estimado pela em­presa de consultoria IPC Mar­ke­ting em R$ 74 bilhões no iní­cio de 2020 – antes, portanto, da pandemia.

Para a economista Gisele Ya­mauchi, que é pesquisadora do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade de São Caetano (Conjuscs), o valor do auxílio, que já era insuficiente na primeira rodada, será ainda mais exíguo na segunda. Porém, reconheceu que o benefício foi fundamental pa­ra a sobrevivência das famílias mais vulneráveis e será novamente na extensão do programa.

“É claro que, para impulsionar a economia e tirar o país da crise, o auxílio precisa­ria ser maior, ao menos manter R$ 600 (das cinco primeiras parcelas de 2020). Porém, para as pessoas que perderam seus empregos, (o valor) pode significar a diferença entre ter ou não comida em casa”, comentou Gisele, que publicou nota sobre o assunto na Carta de Conjuntura da USCS em parceria com a economista Vivian Machado, técnica da subseção do Diee­se na Confederação Na­cional dos Trabalhadores do Ra­mo Fi­nanceiro (Contraf-CUT).

COMO SERÁ

Estadão apurou que, na nova rodada do auxílio emergencial, os trabalhadores em situação de vulnerabili­da­de de­­­verão receber quatro parcelas que variam entre R$ 150 e R$ 375. O valor dependerá da composição familiar, e apenas uma pessoa da mesma família poderá receber o benefício.

A cota de R$ 250 mensais será paga à maior parte dos vulneráveis alcançados pelo programa. Apenas dois grupos receberão valores diferentes: famílias formadas por uma só pessoa terão direito a R$ 150, enquanto as mulheres que são as únicas provedoras de seus lares vão receber R$ 375.

Os detalhes do auxílio vão constar de uma medida provisória (MP) – a ser editada nos próximos dias – que lança­rá as bases legais para a recriação do programa assistencial.

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Geral

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