dez 3, 2021
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Quatro municípios da região ficam sem Carnaval em 2022

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Seguindo o exemplo de ao menos 71 cidades do Estado, São Bernardo, São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra anunciaram ontem que eventos e festas de Carnaval em ambientes abertos estão proibidos em 2022. Santo André, Mauá e Diadema vão aguardar desfecho da reunião do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, agendada para a próxima terça-feira e cuja pauta tem, entre outros temas, a questão do Carnaval.

Rio Grande da Serra informou ter cancelado os eventos de rua por causa de dificuldades financeiras enfrentadas pela administração. Sobre a realização de eventos privados, a Prefeitura afirma que estão liberadas atividades com público e ocupação de 100% da capacidade, mediante apresentação de comprovante vacinal e com o público sentado.

São Caetano foi a primeira cidade da região a proibir festividades e atos comemorativos em espaços públicos no Carnaval, em decreto publicado segunda-feira no Diário Oficial da cidade. Segundo o documento, “fica proibida a realização das festividades e atos comemorativos nos espaços públicos do Município de São Caetano, no período pré-carnavalesco e carnavalesco do ano de 2022”. A proibição se aplica às atividades promovidas pela administração direta ou indireta e está em vigor desde a data da sua publicação.

Procurado pelo Estadão, o Paço de São Caetano não respondeu se a medida atinge também espaços privados. A são-caetanense Rachel Ferreira Magalhães, 31 anos, acredita que as festas em ambientes fechados não devem acontecer. “Não é o momento de comemorar o Carnaval, principalmente por conta dessa nova variante (ômicron), que parece ser mais contagiosa que a variante delta. Qualquer evento que gere aglomeração deve ser cancelado. Não faz o menor sentido restringir apenas as festas em ambientes abertos e manter em lugares fechados, o que é bem pior”, declara a moradora do bairro Santa Maria.

Para o infectologista e diretor do Hospital Santa Ana Paulo Rezende, o momento é de extrema cautela devido ao surgimento da variante ômicron. “Diante desta nova perspectiva, precisamos dar um passo para trás para conhecer o comportamento epidemiológico dessa nova variante. Quanto maior for a circulação do vírus no ar, maior será o risco do surgimento de novas variantes. Dezembro deve ser um mês de precaução para que não aconteçam novas ondas no País”, alerta o especialista, que ainda reforça a importância de restringir eventos em ambientes fechados.

“A troca de fluidos em ambientes fechados é muito maior do que em eventos abertos. Além da proibição do Carnaval de rua, as celebrações em ambientes privados também devem ser discutidas e repensadas”, finaliza Rezende.

EM DECISÃO

Em nota, Santo André afirmou que o prefeito Paulo Serra (PSDB) é a favor da proibição do Carnaval de rua, no entanto, acredita que para que as medidas restritivas tenham algum efeito é necessário que sejam tomadas de maneira uniforme. “As pessoas podem sair de uma cidade e ir para o Carnaval em outro município. Por isso, Santo André definirá um posicionamento apenas após o assunto ser discutido em reunião no Consórcio Intermunicipal”, finalizou o comunicado. Mauá também deverá aguardar o encontro do colegiado de prefeitos da região para tomar sua decisão.

Em Diadema, o assunto está sendo discutido entre as secretarias de Cultura, de Governo e o Comitê Intersecretarial de Covid da Prefeitura. A previsão é que nos próximos dias deva ser anunciada a decisão do Paço Municipa

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