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set 12, 2020
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Radialista e jornalista Jurandir Martins deixou saudade na região do Grande ABC

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Jurandir Martins, Edward de Souza e Willian capitão do vôlei da Seleção Brasileira

Neste momento de terrível dor e saudade quero prestar toda minha solidariedade a Dirce e família, pelo falecimento na última segunda-feira, 7 de Setembro, do querido amigo-irmão, radialista Jurandir Martins. Recebi a triste notícia a tarde, em mensagem enviada pelo jornalista e amigo Pedroso. Tenho certeza que foi um golpe duro para você, Dirce, (esposa de Jurandir Martins), amigos, amigas e toda a família, mas espero que consiga encontrar conforto e forças para superar esse difícil momento. Perder alguém é uma dor indizível, principalmente um companheiro de muitos anos de união Tantos anos vividos, tantas experiências, tantas coisas aprendidas! Parece que tudo isso se perde no tempo, como se evaporasse e fugisse de nossas mãos. Aceitamos o finito para um sorvete, um livro, um carro, uma casa, uma viagem, uma peça de roupa ou para outro objeto qualquer, mas, nunca, jamais, para um ser humano, principalmente um companheiro de longos anos, não é Dirce? Sofremos com os revezes da vida levados pelas ondas das contrariedades, dos sonhos que não se realizaram ou das conquistas efêmeras, mas sofremos mais quando são levados nossos entes queridos. Ninguém parte na véspera, temos o momento certo para seguir adiante. Sei que às vezes, a morte não parece justa, contudo, neste mundo que vivemos, de caminhos intrincados, tudo acaba seguindo para um único e determinado ponto.
Não podemos mais ter a pessoa querida perto de nós – a lei vital é implacável – mas podemos tê-la em lembranças, em gestos, em pequenas delicadezas agora recordadas.
Jurandir Martins era brincalhão e adorava colocar apelidos nos amigos.
Viajamos anos pela Rádio Diário nas transmissões de futebol e foram muitas as vezes em que dividimos um quarto de hotel. Amante de um bom vinho, como a maioria dos gaúchos, Jurandir apelidou todos da equipe da Diário. Eu não escapei. Era “chuca chuca”, “Sir Lancelot” e por aí afora. O Rolando Marques era o “Sargento Garcia” e o “Olho de Peixe Morto”. Oswaldo Lavrado, o “Cavalo Marinho”, Reinaldo Nascimento, “Bisão”, Nelson Perdigão, “o” “Rolo” (personagem de quadrinhos na época), e assim por diante.
Era um passatempo para Jurandir Martins colocar apelidos nos amigos. Torcedor fanático de dois times, que adorava. Grêmio de Porto Alegre e Santos Futebol Clube.
Alguns colegas noticiaram que Jurandir era torcedor do Inter de Porto Alegre, o que não é verdade, pelo contrário, ele odiava o Inter, adversário tradicional do seu Grêmio.
Foram muitas passagens marcantes de Jurandir Martins pela Rádio Diário. Numa delas, num jogo do Aliança, hoje Esporte Clube São Bernardo, Jurandir foi entrevistar o jogador Baitaca e perguntou: “o que você achou do jogo, Baitaca”. E ouviu como resposta: “Eu mesmo não achei nada, mas o Peru (companheiro de ataque) encontrou uma corrente de ouro com uma santinha”. Nada mais foi dito e nem perguntado.
Agora é o momento de chorar, de sentir saudade do nosso querido Jurandir Martins, de lembrar o que foi dito e o que não foi dito, contudo, não podemos esquecer-nos de continuar, pois, como aqueles que partiram, um dia chegará a nossa vez de embarcar.
É vivendo que vamos dia a dia encurtando a distância e nos preparando para o reencontro que um dia ocorrerá. Descanse em paz meu amigo-irmão Jurandir Martins.

Edward de Souza

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