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mar 28, 2021
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Santo André quer se firmar como destino turístico

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Com o intuito de se tornar MIT (Município de Interesse Turístico) do Estado de São Paulo, Santo André teve o pedido de inclusão protocolado na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL). Se aprovado, a cidade irá receber verba de até R$ 700 mil anuais para investir na manutenção e ampliação dos atrativos.

Como principal bandeira, Santo André tem a Vila de Paranapiacaba, que, sozinha, atrai em torno de 200 mil visitantes por ano. Ao todo, cerca de 300 mil pessoas realizam algum tipo de turismo na cidade. Outro equipamento bastante visitado é a Sabina Escola Parque do Conhecimento.

Apesar do agravamento da pandemia do novo coronavírus, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Santo André, Evandro Banzato, explica que havia um prazo para que fosse feito o pedido de reconhecimento da cidade como destino turístico, que expira no fim do mês, pensando na inclusão a partir de 2022. Isso porque a cada três anos é feito um ranking pela Secretaria do Turismo estadual, e o ciclo atual se encerra neste ano.

“Trata-se de um pacote pós-Covid. Quando as pessoas estiverem vacinadas e os casos em queda, queremos oferecer atrações de turismo, principalmente para a população do próprio Grande ABC e da Capital, que já são o público que mais visita a cidade. Por isso pleiteamos os recursos”, explica Banzato. “Desde 2018 a gestão vem trabalhando para atender aos requisitos necessários para ser considerado um MIT. Já encaminhamos plano diretor, estabelecemos um conselho municipal de turismo, fizemos inventário da oferta turística e realizamos, em parceria com a FGV Strong, e a custo zero, em outubro, estudo de demanda turística relativo ao ano anterior do projeto”, elenca.

Todos esses são requisitos básicos para pleitear a inclusão como MIT, conforme a lei 1261/15. O Estado de São Paulo possui hoje 140 municípios de interesse turístico – que recebem auxílio de até R$ 700 mil por ano – e 70 estâncias turísticas – que possuem atrações mais estruturadas e investimento de até R$ 4 milhões anuais. No Grande ABC, hoje São Bernardo é reconhecido como MIT e, Ribeirão Pires, como estância turística.

“Com os recursos do MIT, a ideia é investir em infraestrutura e sinalização para atrair mais visitantes. Em paralelo, vamos lançar portal Turismo Santo André, para reunir as informações sobre o destino de forma on-line. Também queremos estabelecer ao calendário da cidade a realização de festival gastronômico musical”, assinala Banzato.

No início do mês, a Prefeitura entregou a revitalização da Casa da Rua Direita, do Galpão de Solteiros e do Largo dos Padeiros em Paranapiacaba, e anunciou o início das obras de restauração do campo do Serrano Atlético Clube, considerado o primeiro do País com medidas oficiais. No entanto, a vila carece de opções de hospedagem. Questionado, Banzato disse que a ideia é viabilizar uma maior estruturação a partir da obtenção do MIT. “Existe a questão ambiental, que é muito forte ali, mas vamos trabalhar para conseguir alinhar os interesses, oferecer mais opções ao visitante e conservar a natureza e história locais.”

PROTOCOLO

Segundo Thiago Auricchio, que protocolou o pedido de inclusão de Santo André como MIT, esta será uma das bandeiras de seu mandato na Assembleia Legislativa. “É importante não só para a economia de Santo André, mas de todo o Grande ABC, que a cidade também seja vista como destino turístico quando a pandemia passar”, assinala.

Questionado sobre prazo para votação, ele afirma que a análise dos projetos pode ser mais demorada por causa do atual cenário de Covid, mas que a expectativa é positiva quanto à aprovação. A Assembleia informou que não há prazo, mas que, em situação sem coronavírus, as análises podem levar um ano, pois, depois de terem o material avaliado, o tema é levado ao plenário. E que o foco agora é analisar questões que envolvam soluções para amenizar os impactos da pandemia.

Em 2017, houve tentativa de incluir Santo André como MIT por parte do deputado Luiz Turco (PT). No entanto, à época a cidade não havia preenchido todos os requisitos. “Foi um estímulo para que a cidade corresse atrás de documentação”, disse Banzato. Com o fim do ciclo de quatro anos de mandato, os pedidos que não foram adiante são excluídos na Assembleia, por isso a necessidade de ser protocolar novamente.

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