fev 24, 2018
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São Caetano do Sul da adeus a “Zuca Chapéu”

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Com profundo pesar nos chegou a triste notícia do falecimento do comerciante José Zuca Saturnino (Zuca Chapéu) no último dia 20 de fevereiro, ao anoitecer. Zuca Chapéu nasceu em Piancó no estado da Paraíba, em 3 de agosto de 1950, sendo filho de Afra Julia da Conceição e Pedro Saturnino da Silva. Batizado como José Zuca Saturnino, ao chegar em São Caetano do Sul no ano de 1969, por usar constantemente chapéu, tornou-se conhecido como Zuca Chapéu. Homem simples, trabalhou como todos os seus conterrâneos nos mais diversos segmentos profissionais. Foi desde servente de pedreiro a proprietário de construtora, onde empregou muita gente, gerando mão-de-obra especializada e, ao mesmo tempo, se inteirou a fundo nos problemas que hoje atigem a maioria das famílias, como o desemprego. Nestes anos vividos em São Caetano do Sul, casou-se com Elizabete Saturnino, sendo pai de Rosângela de Azevedo Saturnino, Roberto de Azevedo Saturnino e Roselaine de Azevedo Saturnino, deixa também os netos Vinicius Saturnino Santos, Vitoria Saturnino Viana Santos, Natalia Saturnino Nobrega e Leonardo Saturnino Nobrega. Primeiro estabeleceu-se com a construtora José Zuca, depois com a Bauen Construção Civil e atualmente era proprietário da Padaria Bela Portuense. Zuca Chapéu realizou seu sonho com tanta dedicação que ganhou destaque e virou notícia em São Caetano do Sul, deixa registrada a sua passagem na cidade, não apenas no enorme mural de fotos que tanto admira no seu escritório, nem nas inúmeras vezes que seu nome apareceu nos jornais do ABC, principalmente na Tribuna do ABCD. Zuca quis ser conhecido pela sua história, como um homem honesto e que reconheceu como muito carinho a cidade que o acolheu até a sua partida. Certa vez numa entrevista à Tribuna, disse: “Tem gente que acha que operário é um zero a esquerda. Muito pelo contrário, para trabalhar direito tem que estar bem alimentado e receber o salário no dia certo. Quando comecei a construir por conta própria, pude dar mais conforto para os empregados. Muitas vezes, em dia de frio, vi gente tomando banho de mangueira. Nas minhas obras tinha que ter chuveiro com água quente. Eu já havia passado por isso” Zuca justifica o motivo de que não chamava seus empregados de “Peão” e sim de “Meu funcionário”. Zuca Chapéu era devoto de Nossa Senhora de Aparecida e organizava grandes caravanas para Aparecida do Norte-SP sempre agradecendo a Santa Padroeira do Brasil pela proteção e pelos milagres que diversas vezes fora abençoado. Suas romarias quase sempre atingiam 300 pessoas, muitas delas que não tinham dinheiro para pagar, ele as leva-va da mesma forma, de graça. Zuca Chapéu era um homem caridoso colaborando com as entidades beneficentes que resolverão em duas oportunidades lança-lo como candidato a vereador em São Caetano do Sul. Sempre teve expressivas votações; mas possivelmente o fato de ele não abrir mão de deixar de usar o chapéu, que segundo ele, não ficava sem a proteção de Nossa Senhora Aparecida que trazia seu broche no topo. E o que acontecia é que na urna eletrônica não era permitido fotos com candidatos usando chapéu. Talvez devido a isso, tenha ele, perdido muitos votos que certamente poderia lhe eleger vereador na cidade. Zuca foi velado por uma multidão no Velório Municipal de São Caetano e sepultado com seu Chapéu tendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida a frente dele. Zuca está sepultado no Cemitério das Lágrimas. A missa de 7º dia será celebrada amanhã, domingo, dia 25, na Igreja Matriz Sagrada Família, localizada na Praça Cardeal Arco-Verde, 100 no Centro de São Caetano do Sul. À família enlutada, as condolências da Tribuna do ABCD.

Categoria do Artigo:
Geral

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