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mar 7, 2021
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São Caetano identifica dez casos de variante do novo coronavírus

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A Secretaria Municipal de Saúde de São Caetano identificou na cidade dez pacientes contaminados pela nova cepa do novo coronavírus, surgida em Manaus, e identificada como P.1. De acordo com o infectologista e coordenador de pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Fábio Leal, a variante do vírus foi encontrada em um grupo de 18 exames analisados. As demais cidades do Grande ABC ainda não detectaram a presença de novas cepas em seus pacientes. São Bernardo e Ribeirão Pires aguardam a confirmação um exame de cada cidade que estão em análise. O especialista afirmou que essa situação já era esperada desde que o novo tipo do novo coronavírus foi identificado no Norte do País. “Era uma questão de tempo para chegar em outras regiões”, afirmou.

Segundo o governo do Estado de São Paulo, até o momento, já foram confirmadas a contaminação de 38 pacientes pela nova cepa de Manaus (um na Capital; dez em Jaú; 12 em Araraquara; quatro em Lençóis Paulista, três em Lins, um em Pederneira, dois em São José dos Campos, três em Bauru, um em Bocaina, um em Dois Córregos). Os dados não incluem os números de São Caetano. Também foram identificados seis pacientes contaminados pela variação britânica do vírus, cinco na Capital e um em Guarulhos. A identificação das novas cepas ocorre através da rede de vigilância genômica, que segundo Leal, não existe em um tamanho suficiente no País. “Falta investimento para ampliação, mas principalmente, falta articulação entre os governos para que seja feito um trabalho eficiente de rastreamento”, explicou.

Os exames de São Caetano são analisados por meio de uma parceria entre a prefeitura, a USCS, a Fundação ABC e o Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo). “É possível expandir essa cooperação para outras cidades da região e até para o Estado e o Brasil, mas precisa de articulação política”, pontuou o infectologista. Leal também afirmou que a presença de novas cepas do novo coronavírus na região, até o momento, sugere que além de ter uma maior transmissibilidade, também esteja causando tipos mais graves da Covid-19 em pacientes jovens. “É uma probabilidade, pelo aumento no número de casos e internações de pessoas mais novas”, ponderou. “Mas ainda precisamos de mais tempo para avaliar, até para saber se será preciso uma resposta diferente à essas infecções pelas redes de saúde”, completou.

A eficácia das vacinas contra esses novos tipos do vírus também será avaliada conforme a cobertura vacinal for aumentando. “Pode ser que haja necessidade de ajustes, como ocorre com a vacina da gripe”, afirmou. A mutação do vírus, explicou o especialista, já era esperada. “Quanto mais a pandemia avança, quanto maior é o número de pessoas contaminadas, maior é a probabilidade de novas mutações”, concluiu. O infectologista lembrou a importância da população seguir as medidas de distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos, e a urgência de ações articuladas entre governo federal, estadual e municipal no enfrentamento da pandemia. “É preciso agir de modo sincronizado e informar as pessoas de maneira correta”, finalizou.

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