jul 15, 2020
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Preços da gasolina e do etanol sobem no ABC com flexibilização da quarentena

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O afrouxamento gradual da quarentena adotada para conter o avanço do novo co­ronavírus fez subir o preço dos combus­tíveis no ABC. Tan­­to o eta­nol como a gasolina in­­terrom­peram a trajetória des­cendente regis­tra­da nos pos­tos desde o início da pan­de­­­­mia e avançaram em junho.

Na semana passada, o re­novável era vendido, em média, por R$ 2,559 o litro nos estabe­lecimentos da região, se­gundo pes­quisa semanal rea­lizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustí­veis (ANP), com dados compi­la­dos peloDiário Regional.

O valor é 8,1% superior ao apurado na primeira semana de junho (R$ 2,368). Po­rém, ainda está 16,6% abaixo do pa­tamar da terceira semana de março (R$ 3,068), quando começaram as medidas de isolamento.

A gasolina, por sua vez, foi vendida, em média, por R$ 3,846 o litro na região na semana passada, preço 4,7% superior ao apurado no iní­cio de junho, mas ainda 11,0% abaixo do observado no come­ço da pandemia (R$ 4,320).

No caso da gasolina, a alta constatada em junho re­fletiu tam­bém o repasse, para o consumidor final, dos aumentos promovidos pela Petro­bras nas re­finarias. Des­­d­e 7 de maio, a estatal fez sete reajustes no preço do pro­du­to, co­mo resultado da recuperação das cotações do petróleo no mercado internacional – o últi­mo foi anunciado no dia 8.

O avanço nos preços dos com­bustíveis em junho já havia sido captado pelo Índice Nacional de Preços ao Consu­midor Amplo (IPCA), que apu­rou va­ria­ção positiva de 3,24% na ga­so­lina e de 5,74% no etanol; e em levantamento nacional rea­lizado pela Ticket Log, que apontou altas de 3,63% e 3,59%, respectivamente.

“O aumento no preço dos combustíveis é reflexo gradativo, nas bombas, das altas ocorridas nas refinarias em maio. A partir do último mês também começamos a perceber maior flexibilização da quarentena em muitas cidades brasileiras. Com isso temos mais veículos em circulação, o que torna mais perceptível esse aumento para os motoristas”, afirmou Douglas Pina, diretor de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

COMPETITIVIDADE

Ainda segundo a ANP, o etanol segue mais vantajoso para os proprietários de veículos flex pela 14ª semana conscutiva. O renovável custa o equivalente a 66,5% do va­lor da gasolina.

A ANP considera que, por ter menor poder calorífico, o etanol só é vantajoso quando custa abaixo de 70% do valor da ga­solina. Entre 70% e 70,4% o uso é indiferente. O derivado do petróleo é competitivo quando a relação é igual ou superior a 70,5%.

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Geral

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