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ago 28, 2020
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Criminalidade reduz até 52,94% no Grande ABC

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Indicadores divulgados nesta semana pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado de São Paulo mostram que a criminalidade está caindo no Grande ABC. Seguindo a toada do primeiro semestre, julho registrou queda de todos os índices criminais na região, com destaque para o número de homicídio culposo (quando há intenção de matar), cuja incidência foi de 17 para oito (-52,94%). Ainda que a redução seja reflexo do isolamento físico imposto pela pandemia, a PM (Polícia Militar) defende que a diminuição é resultado do policiamento ostensivo.

“Continuamos com forte tendência de queda mesmo com a retomada das atividades econômicas e sociais, então, (a queda) foge da questão simplesmente do isolamento. Já vínhamos com tendência de queda (da criminalidade) neste ano, mas se acentuou em razão da pandemia e da atuação policial”, afirmou o coronel Renato Nery Machado, comandante do CPAM/6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), responsável pela região.

Jorge Lordello, especialista em segurança pública e privada, avaliou que a redução dos crimes “de rua”, como roubo e furto, durante a quarentena era esperada. “É um fato inusitado de uma doença que parou o Brasil. Quando temos menos pessoas circulando, além de termos menos crimes de rua, o trânsito fica menor, agilizando o patrulhamento. Uma coisa acaba ajudando a outra”, assinalou.

Na região, o roubo e furto em geral, que incluem subtração de celulares, por exemplo, caíram 30,63% e 34,87%, respectivamente, em comparação a julho de 2019. Já a quantidade de roubo de veículos reduziu 49,45% e a de furto de veículos caiu 40,97%. Vale destacar que as ocorrências tiveram queda nas sete cidades. Os registros estão em sinergia com a retração observada no Estado, à exceção dos casos de homicídio, que aumentaram 16,67% nas cidades paulistas – veja números por cidade na arte acima.

ALERTA
Segundo Lordello, embora os crimes contra o patrimônio tenham diminuído, os crimes virtuais aumentaram desde o início da quarentena. “Tem crimes que a polícia não consegue prevenir no ato. Se a pessoa faz compra on-line e não percebe que é uma farsa, não tem como evitar. Crimes virtuais dependem muito do aspecto da prevenção vinda da própria população, que às vezes é enganada por preço vantajoso ou pela ganância”, alertou.

Exemplo é que na terça-feira, a Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) desmantelou quadrilha que aplicava o golpe do falso leilão. Pelo menos 50 mil vítimas foram lesadas em todo País através de pelo menos 200 sites falsos, onde os criminosos recolhiam imagens de páginas de venda de veículos e, quando a pessoa arrematava o carro, recebia ligação com orientações para efetuar o pagamento. Os prejuízos chegam a R$ 200 mil.

Para o especialista, outro tipo de crime que pode aumentar neste período de confinamento é a violência contra a mulher e vulneráveis. No caso dos estupros, por exemplo, apesar de terem tido redução de 29,17% no período, Nery lembra que são crimes que ocorrem entre “quatro paredes”, sendo mais difícil de evitá-los. Para ele, o combate a este tipo de crime deve ocorrer por meio de campanhas de conscientização.

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