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abr 30, 2020
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Farmácias poderão fazer teste rápido de covid-19

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira (28) permissão para farmácias aplicarem teste rápidos para covid-19. O produto não é recomendado para o diagnóstico da doença, mas serve como ferramenta de auxílio e para verificar se pessoas já tiveram contato com o vírus. A decisão da agência passa a valer a partir de publicação da decisão no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias.

A farmácia não é obrigada a realizar o teste. A Anvisa exige que um profissional treinado esteja presente no local para prestar o serviço ao cidadão. O teste rápido detecta anticorpos da covid-19 em poucos minutos. Por isso deve ser aplicado após o sétimo dia de sintomas, quando o corpo já reagiu ao vírus.

Antes deste período, a chance de “falso negativo” é alta. Segundo análise encomendada pelo Ministério da Saúde, o exame doado pela mineradora Vale ao governo federal erra 75% dos resultados negativos, se aplicado no tempo errado.

“Teste rápido para fazer diagnóstico é absolutamente contraindicado. É sim (recomendado) para, depois, procurar na população quem já tem anticorpo contra o vírus. Para fazer estudo, sim, é válido”, disse Jarbas Barbosa, vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A resolução aprovada pelos diretores da agência determina que farmácias devem informar a gestores locais sobre os resultados dos exames. “Negativos não excluem infecção. Resultados positivos não devem ser usados como referência absoluta”, disse o presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres. O ideal, afirmou, é que exames complementares sejam feitos para confirmar a doença.

O teste de “padrão ouro” é o RT-PCR, que detecta o material genético do vírus em amostras coletadas, por exemplo, por “swab”, instrumento semelhante a um cotonete usado em vias respiratórias dos pacientes, da nasofaringe e orofaringe. Apesar de preciso, este produto é mais caro e demorado.

A OMS não recomenda o uso de testes rápidos para diagnóstico. “Fazemos hoje em território nacional testes, inclusive em via pública. Não há de se considerar risco de testes em ambiente protegido e sob regramento sanitário”, disse Torres.

Segundo integrantes do ministério, há forte pressão do Palácio do Planalto para ampliar o número de testes no país. A Saúde tem sinalizado que pretende aumentar o público-alvo para exames de diagnóstico rápido.

No começo da crise, o Ministério da Saúde recomendava apenas a aplicação de testes rápidos para quem atua na “linha de frente” do combate ao vírus, como profissionais da saúde. Em boletim epidemiológico publicado na última semana, porém, a pasta diz que deseja “progressivamente” incluir idosos, portadores de condições de risco para a covid-19 e a população economicamente ativa na rotina de testagem. A ideia seria também aumentar a “carteira” de curados e imunes à doença que poderiam retornar ao trabalho.

Segundo o integrantes do governo, a cúpula do Ministério da Saúde chegou a resistir à proposta, mas passou a apoiá-la recentemente. O novo ministro da pasta, Nelson Teich, tem dito que melhorar o grau de informação sobre a doença no Brasil é pilar de sua estratégia de resposta à pandemia, que tem como um dos pontos a saída do distanciamento social, como defende Bolsonaro.

A Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma) está finalizando protocolo padrão de atendimento. A entidade também afirmou que os testes rápidos podem estar disponíveis em “muitas cidades” em dez dias. “Este produto conta com muita demanda global em razão das recomendações da OMS para ampliação da testagem. Os fornecedores, a maioria da China, já estão mapeados e (a oferta no país) dependerá muito dos trâmites de importação.”

Ainda não há informação sobre o preço para o paciente que quiser se testar nas farmácias e drogarias, pois, segundo a Abrafarma, o preço final depende do custo de aquisição dos testes, que é feito em dólar.

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