jan 20, 2018
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Artigo: Reciclagem além do lixo

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Cada vez mais, o mundo precisará de atitudes conscientes e planejadas se quiser oferecer bem-estar social às próximas gerações. Mudanças de modelos de consumo são necessárias desde já para equilibrar a vida em comunidade. A população mundial consome 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos.

Em São Caetano, cidade com padrão de excelência referência no País, manutenção e prolongação do bem-estar da população mostram-se atreladas à visão estratégica de gestores que se antecipam aos problemas futuros, adequando no presente as necessidades de questões vindouras. Assim foi Braido na duplicação da Avenida Goiás; com Tortorello, na mudança da Prefeitura para o Parque Chico Mendes; e agora com Auricchio, na transformação do DAE em Saesa. O DAE, autarquia que cuidava de maneira primorosa apenas de água e esgoto, foi elevado ao status de gestor que integra os vetores ambientais: água, resíduos, limpeza. Impossível conceber preservação ambiental sem tratar dessas questões em conjunto.

Tudo de maneira integrada, visando minimizar o impacto na natureza e a responsabilidade em entregar mundo melhor para as futuras gerações. Isso chama-se responsabilidade social e todo gestor tem, ou deveria ter, essa praxis em seus mandatos. O modelo adotado desvincula o pagamento da taxa de lixo do IPTU e provoca o comércio à adequação de valorização da água e descarte consciente de resíduos. São Caetano tem de praticar o que a diferencia dos demais municípios brasileiros. Pensar e agir com consciência são herança progressista legada às futuras gerações. Esse avanço demanda isonomia social e tratamento igualitário a todos. Quem usa mais, paga mais, quem usa com mais responsabilidade paga menos, quem usa com mais consciência paga menos. Uso da água e produção de resíduos são responsabilidade de todos. Economia nas torneiras, consumo consciente, melhor utilização dos alimentos, triagem de resíduos e reciclagem são lições de casa de cada morador, cada loja, cada indústria.

Portanto, quem for descompromissado, desatencioso e não souber otimizar a utilização de recursos terá de arcar com o ônus da inconsciência. Sim, São Caetano está mais uma vez à frente do próprio tempo quando provoca na sociedade a urgência do respeito ao próximo. Para dar sequência ao plano adotado, caberá ao Saesa estabelecer programas educativos, que busquem qualificar a população a efetivar uso consciente dos recursos naturais, bem como geração de resíduos. Ivan Carlos Cavassani é vice-presidente da Facesp e diretor da Cin Integrada.

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