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dez 16, 2020
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‘Natal da pandemia’ deve movimentar R$ 237 milhões no comércio do ABC

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Em um ano que entrará para a história por conta da covid-19, os impactos eco­nô­micos decorrentes das medi­das adotadas para conter a dis­seminação da doença afetarão negativamente a melhor data do comércio, o Natal.

Levantamento realizado pe­lo Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo revela que a compra de presentes para a data vai mo­vimentar R$ 237 milhões no co­mércio dos sete municí­pios, montante 17% menor que o projetado no ano passado.

Descontada a inflação de 4,31% apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 12 meses encer­rados em novembro, o recuo é ainda maior, de 20,4%.

“Esse valor representa o pior ano em valo­res nominais desde 2012”, revela o profes­sor Sandro Maskio, co­ordena­dor de estudos do Observató­rio Econômico da Metodista.

O resultado reflete a me­nor disposição do consumidor do ABC a gas­tar neste Natal – expressa tanto no desembolso por presente como no montante to­­­tal planejado para a data.

Os consumidores do ABC revelaram que estão dispostos a pagar, em média, R$ 129 por presente, com queda real de 6,3% em relação ao apurado na Pesquisa de Intenção de Compras (PIC) Natal do ano passado. Na mesma comparação, os gastos planejados com a data – para a compra de mais de um presente – caíram 8,5% para R$ 393, em média.

“A conjuntura econômica singular de 2020, marcado pe­la pandemia e pelas res­tri­ções impostas à atividade eco­nômica, ajuda a explicar a re­tração. No cenário nacional, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 3,4% nos 12 meses encerrados em setembro e, no terceiro trimestre, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou taxa de desemprego de 14,4% e de 30,3% de subutilização da força de trabalho”, ressaltou Maskio.

O estudo destaca ainda que, embora o ABC não tenha es­tatísticas regionais para ava­lia­ção periódica do desempe­nho da economia, a perda de pouco mais de 19 mil postos formais de trabalho nos sete municípios entre janeiro e ou­tubro deste ano traz bom parâmetro sobre a retração econômica local.

Além da menor disposição para gastar, a PIC Natal 2020 mostra também redução no número médio de pessoas a serem presenteadas. Para se ter uma ideia, um em cada quatro en­trevistados não vai dar lembranças a ninguém neste ano. Os principais presenteados serão mães (18,9%), pais (11,8%), irmãos (11,0%) e filhos (9,4%).

VESTUÁRIO LIDERA

Dentre os presentes mais procurados estão artigos de ves­tuário/calçados (29,7%), brin­que­dos (14,3%), perfumes/cosméticos (12,6%) e livros (5,7%).

A internet lidera como o canal preferido para as compra­s (29,9%). Porém, com a reaber­tura gradual dos estabe­leci­mentos, é seguida pelos shoppings e pelo comércio de rua, com 28,9% e 25,4%, res­pecti­vamente.

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